Linha do Tempo do Café

Lenda de Kaldi, um pastor de cabras que descobre o valor estimulante do café.

O café, utilizado como alimento cru, começa a ser cultivado em grande quantidade no Yêmen.

Tribos da Etiópia consomem a fruta macerada, misturada com banha, como alimento.

Descobre-se a infusão de café. A fruta é mergulhada em água fervida, e esta infusão é usada com fins medicinais.

O hábito de beber café torna-se popular em Constantinopla, levado pelo Império Otomano.

Primeiro café do mundo é aberto em Constantinopla, o Kiva Han. As leis turcas permitiam que a esposa pedisse o divórcio caso o marido não fosse capaz de prover um cota de café.

A bebida é preparada da mesma forma que conhecemos nos dias de hoje. O café se torna popular na Arábia, e como o Alcorão proíbe as bebidas alcoólicas, passa a ser bastante utilizado em cerimônias religiosas.

Khair Beg, governador de Meca, tenta proibir o consumo de café. O sultão, sabendo do ocorrido, decreta uma lei torna o café uma bebida sagrada e condena o governador à morte.

O café é levado para Mokha, onde se inicia um grande cultivo.

Prospero Alpino descreve o cafeeiro no livro De Plantis Aegypti, publicado em Veneza.

A primeira importação de café para Europa é feita pelos Venezianos.

A prática da torrefação e moagem de café espalha-se pela Europa. Um dos responsáveis por esta divulgação foi a “Botteghe del Caffè”. No Cairo, inicia-se o uso de açúcar para adoçar o café.

Abre-se o primeiro café de Londres, Pasquar Rose, que causou conflito religioso, já que o café era considerado uma bebida impura por alguns religiosos da Inglaterra.

Os holandeses conseguem algumas mudas de café de Mokha.

O café invade a América do Norte, levado pelos holandeses.

Em Nova Amsterdã (Nova York) e Filadélfia, são abertas as primeiras coffee shops.

Nova York inicia um grande mercado de grãos de café em Wall Street, a Exchange Coffee House.

O exército otomano cerca Viena. Franz Georg Kolschitzky, um vienense, escapa do cerco turco e sai em busca de reforço. Os turcos recuam, deixando para trás várias sacas de café que Franz declara suas como “recompensa” pela vitória. Assim é aberta a primeira coffee house de Viena e difundido o hábito de coar a bebida e bebê-la adoçada com leite.

É aberto o primeiro café de Paris, o Procope, que atualmente é um restaurante em que se pode sentir a tradição das primeiras cafeterias européias.

Da estufa do jardim botânico de Amsterdã, saem alguns pés de café e, em 1699, inicia-se plantio experimental em Java e posteriormente em Sumatra.

O rei francês Louis XIV é presenteado com plantas de café pelo burgomestre de Amsterdã. Estas são colocadas na estufa dos jardins de Versailles. Destas mudas, os franceses levam o café para as Ilhas de Sandwich e Bourbon.

Holandeses levam o café para o Suriname, região nordeste da América do Sul, que se transforma em um grande centro produtor.

Floriano Francesconi inaugura o café Florian na Piazza San Marco, em Veneza, até hoje uma tradição.

Gabriel Mathieu de Clieu, capitão da marinha francesa, viaja para a Martinica levando mudas de café. A viagem é longa e algumas mudas morrem. O capitão resolve dividir com elas a sua ração de água para que chegassem ao continente. As plantas sobrevivem à viagem e se adaptam muito bem ao clima local. Infelizmente o capitão, que já tinha 80 anos na época da viagem, não ficou vivo o suficiente para ver o resultado de seus esforços, que deram origem a grandes plantações, que seriam as ancestrais da América.

Primeira plantação de café em terras brasileiras. O café começa a ser cultivado no Pará, a partir de uma muda trazida do Suriname, por Francisco de Melo Palheta.

Ingleses iniciam plantações na Jamaica, dando origem ao famoso café Blue Mountain.

Johann Sebastian Bach compõe a Contata do Café. As cafeterias já haviam se tornado um local para apreciação da música.

Mudas de Goa são trazidas para o Rio de Janeiro. O café é plantado na Gávea e na Tijuca por João Alberto Castello Branco.

O cientista alemão Ferdinand Runge descobre a cafeína a partir do café.

Depois de avançar pelo Vale do Paraíba, o café torna-se uma commodity importante para os brasileiros e chega a Campinas consagrando-a como a capital da cafeicultura paulista.

Brasil torna-se uma grande potência exportadora de café com 26 milhões de pés plantados.

Inaugurada a Estrada de Ferro Santos Jundiaí, que unia o principal porto de exportação à região produtora de café.

Ludwig Roselius coloca no mercado o primeiro café sem cafeína.

Santos Dumont realiza seu primeiro vôo com o 14 Bis e reforça sua imagem de maior cafeicultor do mundo, conhecido como o “rei do café”, divulgando a sua marca “Santos” por toda Europa.

Com a crise de 29, decorrente da quebra na bolsa, há uma desestabilização do mercado. O financiamento junto aos bancos estrangeiros é interrompido, e os preços despencam, levando o setor para uma enorme crise.

Fim do domínio brasileiro no mercado de café.

Começa nos EUA a popularização do café expresso, com a difusão de redes de cafeterias.

As máquinas de café expresso automáticas ganham presença no mundo todo.

Consumo mundial supera a barreira dos 100 milhões de sacas.

Brasil atingiu recorde de quase 3 milhões de dólares na exportação de café, tendo a Alemanha superado os Estados Unidos como maior importador.

Comitê do Conselho da Bolsa de Nova York coloca na pauta o café despolpado brasileiro. A quantidade de lojas especiais para café na América do Norte supera a casa das 10 mil.

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